A vida maluca de Alex Kidd - É Tudo Biscoito

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segunda-feira, 15 de junho de 2020

A vida maluca de Alex Kidd

Semana passada tivemos o retorno surpresa de Alex Kidd in Miracle World, que vai receber um remake nos moldes de Wonder Boy The Dragon's Trap, que recriava o novo original com graficos novos e mantinha a jogabilidade adaptando para uma nova geração com elementos modernos como saves e música! 



Já até fiz um post sobre jogos que deveriam voltar dessa maneira, você pode ver clicando aqui, olha só o  trailer dessa maravilha:


Quando o video chegou na internet tivemos uma clara divisão entre os antigos fãs alegres pelo retorno do mascote da Sega, e gente zoando, afinal ele sumiu por um motivo, e para muitos é porque o jogo não era bom. Particularmente eu discordo, acho o Alex Kidd original muito divertido e tão competente quanto seu adversário, o Super Mario Bros.

Porém o que acabou acontecendo foram sequências equivocadas para a franquia, tão diferentes que parecem outros jogos onde só trocaram o sprite do original pelo Alex, mais ou menos como o Super Mario Bros. 2 americano. Vamos relembrar alguns dos jogos estranhos da franquia?



Após o original no Master System, a Sega lançou, no mesmo ano, Alex Kidd: The Lost Stars, primeiro nos arcades e depois adaptado para o Master System, esse jogo era mais "linear" do que o original, o personagem segue uma linha reta da esquerda pra direita e se parece muito mais com o Super Mario.



O objetivo aqui é coletar 12 signos do zodíaco, mas dessa vez você não tem mais o clássico soco do personagem, apenas pular e atravessar algumas sessões de plataforma, além disso as fases possuem limite de tempo, na versão de fliperama temos algumas vidas e um modo para dois jogadores, já na versão de Master system é apenas single player e as vidas são infinitas, mas cada "morte" tira um pouco do tempo do timer.



The Lost Stars é bem colorido e muito bonito, porém perde muito da ambição do original, mas esse a gente deixa passar por ser um jogo originalmente de fliperamas, estar sendo desenvolvido por outra equipe ao mesmo tempo que o original e ter mais inspirações em Wonder boy.



O próximo jogo da linha principal é, novamente, completamente diferente dos anteriores, Alex Kidd: High Tech World coloca nosso herói num aventura metade puzzles e metade ação, onde você tem 17 minutos para chegar no tal mundo High Tech explorando um castelo para encontrar pistas sobre 8 pedaços de um mapa.



High Tech World se parece com aqueles point and click de PC, onde algumas decisões podem dar game overs do nada, tem muita exploração de cenários, falatório, mas sem muito carisma, é aquilo que falei antes, parece que era outro jogo e só jogaram o Alex dentro.



Em 1989 a Sega tentou levar Alex para seu próximo console, o Mega Drive, em uma aventura mais tradicional - pela última vez- em Alex Kidd in the Enchanted Castle.



Esse é basicamente uma versão expandida e mais colorida do original, finalmente parece uma sequência, onde o príncipe Alex precisa salvar seu pai do malvado Ashra por 11 fases. O game tem algumas melhorias como seleção de inventario para usar os itens que se compra nas lojinhas. 



Porém a jogabilidade aqui é bem pior, a movimentação não é muito fluida, os socos são bem lerdos, e nem dá mais pra socar inimigos enquanto pula. Eu joguei Enchanted Castle antes do Miracle World e tive uma péssima primeira impressão do personagem, parece que a Sega ainda estava aprendendo a fazer jogos pro Mega Drive.



E para a última aventura do mascote até então, a Sega voltou pro Master System e colocou o personagem dentro de outra franquia clássica, Shinobi



Em Alex Kidd in Shinobi World, o príncipe tem sua namorada sequestrada por um demônio chamado Hanzo, quando um deus chamado 'White Ninja' resolve ajudar Alex a derrotar o demônio e transforma ele em um ninja. 



Shinobi World é um jogo de ação, e mistura elementos das duas franquias pra criar um jogo simples pra passar o tempo, não é ruim mas nada demais. Esse aqui nós realmente temos provas que seria um jogo completamente diferente, como visto nessa revista que mostrava uma versão anterior do jogo:



O primeiro inimigo seria até uma piada com o mascote da Nintendo, chamado Mari-Oh, uma piada com Ken-Oh, o primeiro chefe de Shinobi.




Com isso a gente percebe o porque do mascote nunca ter funcionado de verdade, nunca foram feitos muitos jogos pensados pra ele, com isso foi fácil pro Sonic ganhar seu espaço. Mas quem sabe ele não retorna em alguns projetos menores hoje em dia, acho que todos precisamos de mais games de plataforma!

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