UFO 50 é possivelmente um dos indies mais ambiciosos que já joguei, e totalmente incrível por isso, são 50 jogos completos num pacote gigantesco, o jogo saiu para PC, agora no Switch e eu finalmente estou jogando e quero tentar falar dos seus jogos aqui! Trazendo hoje do 1 ao 5.
UFo 50, desenvolvido pela Mossmouth, fez essa compilação de 50 jogos 8 bits, e aqui rola uma narrativa de jogo dentro do jogo, é como se todos os jogos fossem de um console fictício chamado LX, lançado em 1982, e com seus jogos lançados até 1989. toda a biblioteca de um sistema que nunca existiu. e os jogos são colocados em ordem cronológica, ou seja brincando com a evolução do game design e a evolução da narrativa dessa empresa fictícia, chamada de UFO Soft.
Vamos começar falando sobre o primeiro jogo, chamado Barbuta, e a ideia aqui é que esse foi um jogo criado por apenas uma pessoa em 1982, o primeiro do estúdio ainda para PCs, então pode esperar um daqueles jogos de aventura de PC totalmente travados, com controles pesados, movimento lento, quase não tem efeitos sonoros e nem feedback dos inimigos, a ideia é ser essa experiencia antiquada mesmo, de quem está aprendendo a programar um jogo.
Logo no começo se você só andar pra frente, uma pedra cai na sua cabeça, e o personagem perde uma vida, já te colocando como o jogo quer se apresentar como essa aventura ultra retro. O jogo é bem difícil, não te diz como fazer nada, nem como usar os itens, e é até interessante explorar esse mundo e ir conhecendo os segredos, as armadilhas, os padrões dos inimigos, itens e como usa-los.
Esse jogo não vai agradar a muita gente com seu gameplay antiquado e alto nível de dificuldade, mas a experiencia é justamente essa, e acho que vale a pena brincar um pouco e ir tentando acessar cada vez mais salas a cada run.
O segundo jogo se chama Bug Hunter, na historinha ele é o primeiro jogo desenvolvido para o sistema LX pelos criadores da UFO Soft e é um jogo de estratégia com visão de cima, e aqui a gente vê um pouco da evolução da UFO Soft no quesito game design, o jogo tem musica, sons e até uma abertura com historinha. O objetivo aqui é destruir todos os aliens em uma sala o mais rápido possível em menos rodadas.
Funciona assim, cada sala é gerada randomicamente, você tem uma lista de habilidades, como andar, pular ou atirar, e pode ir usando cada uma com o objetivo de pegar itens ou atirar nos inimigos, os itens podem dar dinheiro pra você comprar mais movimentos, com habilidades distintas como granadas, e é importante saber quando usar cada uma delas da melhor forma possível.
O jogo é bem interessante e cheio de mecânicas novas a cada fase, e eu confesso que fiquei tentando varias vezes aprender a como melhorar meu tempo, porque é um pouco viciante, mas não é meu tipo favorito de jogo, então não sou muito bom nele.
O terceiro jogo já me interessa mais, se chama Ninpek é a pegada é como se fosse um dos jogos de plataforma do lançamento do Nintendinho, um game que ainda parece muito jogos jogo de fliperama, mas pensado pra se jogar em casa, com foco em high score e tal. Na narrativa do jogo, Ninpek foi feito na onda da ninjamania dos anos 80 e o primeiro que utilizou rolagem de tela no LX.
Então jogamos com esse ninja, com até 2 jogadores, o objetivo é chegar no fim da fase derrotando o maior numero de inimigos possível enquanto a tela vai rolando automaticamente, o jogo é simples mas muito bom, os controles são uma delicia, a movimentação é perfeita, tipo um Super Mario Bros. mesmo, e são dezenas de inimigos com padrões diferentes que vão te fazer morrer muito até o final.
Quando você morre, volta como um fantasminha por um tempo, e como fantasma dá pra ir atirando em alguns inimigos para limpar a área. Meu jogo favorito até aqui.
A quarta aventura é Paint chase, agora um clone de Pac Man, algo nessa pegada de estilo de jogo, você controla um carrinho que precisa pintar o labirinto de azul, cada fase tem uma porcentagem que você precisa atingir para vencer, tentando te impedir tem outros carros pintando de vermelho, mas você pode passar por cima deles para destrui-los.
O jogo vai ficando mais complexo a cada fase, onde novos tipos de inimigos e obstáculos são apresentados, como bombas, áreas que abrem e fecham, etc. Mas eu achei que logo no inicio o jogo aumenta o nível de dificuldade muito rápido, ficando cada vez mais complicado vencer, com mais inimigos e menos tempo, tem que jogar quase perfeitamente porque as coisas ficam bem caóticas.
O ruim é que aqui tem um sistema de vidas, então se perder volta lá do começo, anos 80 total, a ideia é boa mas não gostei tanto desse aqui.
Agora vamos pro ultimo jogo de hoje, que é excelente, se chama Magic Garden e o gameplay é fantastico, assim que você descobre como jogar, claro. Na historinha esse jogo foi desenvolvido para o LX-II, o que permitia mais cores e detalhes, e isso constrói um jogo bem mais chamativo.
O gameplay é uma mistura de Pac-man com Flicky e um pouco de Snake, você tem que pegar os Oppies, essas bolinhas rosas pelo cenário, e deixa-las nos quadrados com estrelas para salva-los, não podendo encostar nem nas paredes, e nem nos Oppies azuis malvados, quando você salva 6 rosinhas uma poção aparece, e quando você pega a poção pode derrotar os Oppies azuis passando por eles igual em Pac Man.
Dá pra pegar o conceito do jogo rapidinho e ir jogando, até descobrir o quão complexo ele pode ser, você pode pular sobre inimigos para deixar eles tontos ou transformar Oppies rosas em azuis para ganhar mais pontos quando pegar a poção. São varios detalhes que vão aparecendo a medida que você vai jogando que transforma esse jogo num clássico!
Se tivesse realmente sido lançado nos anos 90, seria tão popular hoje quanto um PuyoPuyo com certeza, é muito bom.
Ficha Técnica:
- UFO 50 (2024)
- Desenvolvedor: Mossmouth, Publicador: Mossmouth
- Plataformas: Nintendo Switch, Steam
- Jogadores: 1-3 (em um único console)
- Diretor: Derek Yu, Jon Perry, and Eirik Suhrke
E esse foi o começo da minha jornada por UFO 50, se vocês gostaram eu volto pra falar dos outros jogos, mas já recomendo se aventurar por esse jogo incrível!