Resenha: Hellpoint [PC, XOne, PS4, Switch] - É Tudo Biscoito

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segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Resenha: Hellpoint [PC, XOne, PS4, Switch]

Hellpoint é o mais novo 'Souls-Like' a chegar em todos os consoles da atual geração e PC, e leva o gênero pro espaço, trazendo uma interessante mistura de Dark Souls com Dead Space no jogo de estreia da canadense Cradle Games!


Aqui você é um ser artificial (chamado de "Criação") acordado por uma entidade que pede sua ajuda para recolher fragmentos da "Historia humana", pois a estação espacial onde você está parece estar sendo sugada por um buraco negro, sua missão é recolher esses fragmentos antes da destruição total.

Este RPG de ação não esconde suas raízes em Dark Souls, e no quesito gameplay, Hellpoint não foge muito das origens, trazendo a barra de estamina, esquiva, itens de cura, e pontos de salvamento. O combate também trás ataques rápidos e pesados que devem ser usados em conjunto com a esquiva para enfrentar seus oponentes monstruosos espalhados pela estação. 


Infelizmente também não esconde ser o primeiro grande jogo da empresa, e falta polimento na movimentação e no combate. Os chamados "Souls-Like" fazem sucesso pois são jogos que exigem que o jogador tenha pleno domínio das habilidades, costumam ser muito difíceis mas muito justos, onde cada morte é apenas falha do jogador, e não do jogo. Por isso é frustrante que a movimentação do personagem seja um pouco travada, esquivar e atacar não é responsivo o suficiente para garantir que os ataques serão sempre infligidos no momento correto, o que acaba causando algumas mortes injustas pro jogador.

Porém todas as bases do combate estão aqui funcionando, com o tempo dá pra se acostumar com a movimentação, e o jogo começa a fluir, e vai conquistando pela sua ambientação cheia de ocultismo, terror cyber punk, e uma narrativa contada bem aos pouquinhos, com pequenas conversas com NPCs.


Os gráficos são simples, e não escondem o baixo orçamento do jogo, porém a simplicidade dos objetos 3D e dos detalhes é compensada pela atmosfera incrível que é apresentada, com um design inspirado em com muitas sombras, um pouco de neon e varias criaturas que criam um universo que parece vivo e opressor, e dentro de uma estação artificial onde toda a aventura se passa, e isso realmente ganha muitos pontos. Porém é claro que muitos elementos são reutilizados por vários cenários nos mapas. 

Nem todos os lugares são caprichados como um Dark Souls, existem muitas zonas meio "vazias", porém os pontos principais são cheios de elementos interessantes visualmente, como o buraco negro. Outra coisa que pode incomodar é a pouca variedade de inimigos, que se repetem demasiadamente ao longo da aventura.


As "fogueiras" aqui são as chamadas Fendas, e elas apresentam uma mecânica pouco vista no gênero, que é a possibilidade de aumentar ou diminuir a força dos inimigos, deixando o jogo mais desafiador, ou mas fácil, do jeito que for melhor para cada jogador. Outra novidade é que é possível usar as Fendas para fast travel, para isso é necessário usar um item especifico que é extremamente limitado, então não dá pra abusar da habilidade, mas já ajuda muito pois não temos nenhum mapa pra navegar pela estação.

Aqui ainda é possível melhorar habilidades com fragmentos deixados pelos inimigos, equipando também as armas existentes. Alias existe uma grande variedade de armas e roupas para se equipar. Outra mecânica interessante é que ao morrer muitas vezes, além de perder seus equipamentos, um "fantasma" seu aparece para atacar o personagem usando todos os itens que você tinha ao morrer.


Mas a principal novidade é que o jogo possui uma mecânica de "dia e noite", vamos chamar assim - mesmo que não tenha dia e noite no espaço -  existe um relógio que marca as horas na sua HUD, e dependendo do horário do dia surgem coisas como hordas de inimigos específicos e portas secretas que se abrem em pontos da estação. O que expande muito a dinâmica do gameplay e da exploração.

Os pequenos detalhes aqui são o charme do jogo, o modo como ganhamos habilidades passivas ao continuar usando as mesmas armas, e o cuidado necessário para analisar as animações dos inimigos pra saber quando atacar, desviar ou defender. Além disso é possível chamar um amigo pra te ajudar em um modo online, porém o matchmaking está sofrendo muitas reclamações dos jogadores até o momento.


Hellpoint é bem baseado no primeiro Dark Souls, mas isso é um grande elogio, o gameplay tem aquele "peso", é cadenciado, exige treino pelo jogador, devido a seu sistema de dificuldade, Hellpoint pode ser um excelente ponto de entrada para o gênero se você não quer tentar um Dark Souls ainda. O É Tudo Biscoito indica o jogo, e ganhou uma nota 7/10 do Fadini, que jogou no PC para me ajudar a fazer esta resenha, porém ele reforçou que os desenvolvedores ainda precisam ajustar os problemas de jogabilidade e fluidez para que seja uma experiência menos frustrante no geral.

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Uma cópia do jogo foi cedida pelos produtores para a realização desta resenha.

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