Um jogo pode ser muito bom e muito ruim ao mesmo tempo? - É Tudo Biscoito

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Um jogo pode ser muito bom e muito ruim ao mesmo tempo?


Videogames como meio de entretenimento também são experiencias em que o gosto é muito pessoal, as vezes a gente gosta muito de uma coisa, as vezes detesta, mas você já jogou algum game que achou muito bom, mas muito bom mesmo... só que ao mesmo tempo ele é um saco e você não atura mais? Pelo menos comigo eu tive essa experiencia com DmC: Devil May Cry, e te explico o porque.

Feito pela Ninja Theory, DmC é um reboot da série agora produzido pensado para o público ocidental, e traz temas parecidos com o original, como a historia de origem do Dante, anjos e demonios, mas em contextos diferentes, cheios de mistérios, reviravoltas e drama... bom não que os antigos não tivessem isso (drama o 4 tem de monte), mas DmC, digamos, se leva mais a sério, e tenta emplacar um protagonista badass pra nova geração.


E ai que está meu problema com o jogo, eu adoro o gameplay dele, DmC une o gameplay de Dante e Nero de Devil May Cry 4 em um só personagem, e pega empresado elementos de Bayonetta pra deixar o combate ainda mais fluido, com mais opções de combos, só que um tanto mais complexo adicionando diferentes armas que são usadas segurando outros botões, o que exige que você seja um jogador mais competente pra poder aproveitar o jogo, aqui só esmagar botões não vai te levar muito longe, é preciso ser dedicado.


Por outro lado, o modo como a historia é contada foi tão chato que eu simplesmente não consigo progredir, a historia não é tão ruim assim, aqui Dante vai descobrindo seu passado aos poucos e se envolvendo em uma resistência para enfrentar um vilão DUMAL que quer conquistar o mundo ou sei lá o que, mas na real o que incomoda nem é o estilo mais punk com piadas mais "revolta adolescente" do protagonista, e sim a lerdeza na qual a historia é contada, com cutscenes cheias de dialogos clichês, uma enrolação enorme ao adiantar pontos da historia, ao mesmo tempo que demora anos para desenvolver personagens secundários que deveriam ser interessantes (como a amiga do Dante... que nem me lembro do nome...) ou dar poderes novos a torto e a direita, que por mais que seja legal pro gameplay, fica um pouco forçado para o enredo.


Enfim, DmC foi mais um exemplo pra poder falar sobre esse tópico estranho, como gostar e odiar de uma coisa ao mesmo tempo? 

Bom, consigo pensar até no contrario disso, com outra opinião de gosto meio polemica (curte polemica? Escuta nosso último podcast xD), eu adoro todo o universo e o enredo sinistro e empolgante de Bioshock, o modo como a historia é intricada com o gameplay, mas esse gameplay... cara que dor de cabeça, por algum motivo eu sempre achei o tiroteio e uso dos poderes não tão facil ou intuitivo quanto seria necessário, não conheci muita gente com esse mesmo problema então deve ser algo pessoal, mas apenas em Bioshock Infinite que eu achei o gameplay competente o suficiente pra fechar o game.


Então sim, um jogo pode ser muito bom e muito ruim ao mesmo tempo, mas claro que depende muito do seu gosto pessoal de gameplay e enredo, o que devemos fazer é sempre aceitar que nunca vamos conseguir terminar aquele jogão que todo mundo fala bem, mas a gente detesta, e partir pro próximo!

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